S é o cara!

Ser alguém atemporal, quase sem espaço, navegando do mais nostálgico ao contemporâneo. S acostumou-se a ouvir a voz de Ella Fitzgerald saindo do vinil. Uma canção macia, saudosa e refinada. Quando viu pela primeira vez as manobras e estrepolias de James Brown, misturadas ao seu som frenético e dançante, não parou na cadeira. O sangue negro falou mais alto e daí para a Motown foi só um pulo. Lá desfilavam astros da mais alta estirpe do black soul: Marvin Gaye, Rick James, Jackson 5, Gladys Knight... O vozeirão de Low Rawls já eclodia em seus ouvidos como um veludo.

E quem há de negar suas influências? Do “bolachão” ao MP3, S resgata um passado glorioso, mas curte pitadas modernas de artistas como Kirk Franklin, Chris Brown, Akon, Ne-yo, Snap. Busca pesquisar cada beat, cada detalhe sonoro dissonante, um grito a mais e até o silêncio. Na busca de confirmar-se como um artista em constante transformação, seu segundo CD traz canções com variantes do soul ao groove e exalta uma de suas principais características: ser um exímio tap dancer! S deseja que o próprio público defina seu estilo.

S tem sex appeal sem forçar a barra, é natural. S é sangue bom. Apesar de ser oculto, desvela sua personalidade afetuosa, cumprimenta a todos, sem discriminações. Por que o faria? S vem do povo, vem da nata, vai das favelas e palafitas aos castelos da Europa.

S faz para si e para os outros. Esse é o cara, quer dizer, S é o cara!